• Castelo / Fortaleza

    Castelo / Fortaleza
    Fachada principal

  • Igreja de Santa Maria do Castelo

    Igreja de Santa Maria do Castelo
    Fachada principal

  • Igreja de São Vicente

    Igreja de São Vicente
    Fachada principal

  • Igreja de São João Baptista

    Igreja de São João Baptista
    Fachada principal

  • Igreja da Misericórdia

    Igreja da Misericórdia
    Fachada principal

  • Antigo Convento de São Domingos

    Antigo Convento de São Domingos
    Vista geral

  • Mourões

    Mourões
    Vista geral

  • Capela de Sant

    Capela de Sant'Ana
    Fachada principal

  • Portal do Antigo Convento de Nossa Senhora da Esperança

    Portal do Antigo Convento de Nossa Senhora da Esperança
    Pormenor

  • Ermida de São Lourenço

    Ermida de São Lourenço
    Fachada Principal

Monumentos e locais históricos

Castelo/Fortaleza de Abrantes

A história do Castelo de Abrantes é a história da mais antiga área habitada da Cidade de Abrantes. Sendo o morro mais destacado na paisagem, a sua excelente posição estratégica valeu-lhe uma longa ocupação que se inicia na Idade do Bronze Final (séc. XII- VII a.C.) com a construção de um primeiro reduto amuralhado com pedras e terra que protegia os seus moradores.
 Da Idade do Ferro (séc. VII- V a.C.) sabemos da presença das influências mediterrânicas dos Fenícios através do achado recente de fragmentos cerâmicos atribuídos a estas culturas, evidenciando a talvez importância do Tejo enquanto via de penetração no interior do território, sobretudo para obtenção de metais.

Durante o Período Romano (séc. I a.C.- III d.C.) o espaço deverá ter tido uma função mais simbólica e cultual já que aqui se encontraram alguns elementos que parecem apontar para a existência de um templo e não possuímos, até agora, elementos que apontem para uma presença efetiva e permanente de populações. No entanto, a partir dos séculos VII/IX até ao século XII, o morro parece ter voltado a ser habitado, desta vez por populações islâmicas, tal como atestam os vestígios recentemente escavados de uma fortificação em adobe.

Depois da reconquista cristã, D. Afonso Henriques e os seus sucessores mandaram construir melhores defesas, tendo  D. Afonso III  construído a Torre de Menagem. As obras prolongaram-se até ao reinado de D. Dinis, no séc. XIV, mantendo-se alguma população no interior da área do castelo. Na sequência da nomeação de Diogo de Almeida para alcaide, iniciou-se a construção do Paço dos Alcaides, também conhecido por Palácio dos Governadores, em 1432-33, quando a população já havia abandonado a segurança da cerca e esta se transformara exclusivamente num espaço de afirmação dos governadores da cidade e de defesa do território.

Das intervenções arqueológicas mais recentes, sabemos que a Norte a defesa era assegurada pelo fosso aberto no afloramento rochoso que ladeava toda a área, desde a atual Praça D. Francisco de Almeida até ao atual Jardim do Castelo e, a Sul, bastava-se o declive rochoso que tornava mais difícil o acesso ao inimigo, secundado por todo o pano de muralhas que viria já desde a Idade do Bronze e viria a ser sucessivamente melhorado e adaptado às necessidades de defesa de cada época.

 
O terremoto de meados do séc. XVI provocou o desmoronamento da Torre de Menagem, que foi reconstruída só pela metade da sua altura. Durante a Guerra de Restauração foram efetuadas obras de reforço das fortificações, nomeadamente as muralhas. Entre 1718 e 1733 o palácio dos Almeidas foi profundamente modificado por D. Rodrigo de Almeida e Meneses, Iº Marquês de Abrantes, de que resultou praticamente o atual conjunto de edifícios que ainda hoje podemos ver quando entramos no castelo: o antigo castelo transformava-se então em palácio da nobreza. Contudo, o segundo andar do Palácio viria a ser demolido já após a saída dos militares do espaço intramuralhas, na segunda metade do século XX.
Com o voltar do papel estratégico do castelo, depois da Guerra Fantástica de 1756- 1763 e com a mudança para Lisboa da Família Almeida, tornou a ser fortaleza, hospedando o regimento de artilharia e depois a Legião do Marquês de Alorna, em 1798.

Durante as guerras napoleónicas o castelo, depois de ter sido lugar da expulsão da guarnição francesa em 14 de Agosto de 1809, conheceu um papel decisivo como principal praça de abastecimento de artilharia do exército luso- britânico do Duque de Wellington, sofrendo mais acrescentos de fortificações até a batalha de Vitória em 1812. Nos sécs. XIX e XX foi quartel de um regimento de artilharia (N.8) e do regimento de artilharia contra aeronaves (N.º 2), tendo terminado a ocupação militar efetiva do espaço, apenas em 1957.


Horário de funcionamento
Terça a domingo das 09h30 às 18h00.
Encerra às segundas e nos feriados de dia 1 de Janeiro, 1º de Maio, e dia de Natal.


Contatos
Câmara Municipal de Abrantes
Praça Raimundo Soares
2200 – 366 Abrantes
Telef.: 241 371 724
E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

GPS: 39.464443N / 8.195286W


Acessos
O acesso faz-se pela Praça D. Francisco de Almeida com estacionamento gratuito.


Igreja de Santa Maria do Castelo

Monumento Nacional, a Igreja de Santa Maria do Castelo é também o Panteão da família Almeida e alberga desde 1921 o Museu D. Lopo de Almeida. A sua origem suscita ainda algumas dúvidas mas sabemos que no espaço onde hoje se encontra, terá possivelmente existido um templo romano, uma vez que no solo da atual Igreja foi encontrada enterrada, uma estátua romana acéfala em mármore que é possível ali ver exposta.

Do mesmo período, o Museu D. Lopo de Almeida detém, entre o seu espólio, uma pequena árula anepígrafe muito erodida e uma ara votiva, cuja leitura prova o culto a Júpiter, "deus máximo", encontrados nas proximidades. De igual forma, o achado de fragmentos cerâmicos de cronologia islâmica, apontará para uma continuidade de sacralização da área, dando algum eco à tradição da existência eventual de uma mesquita.

Contudo, temos documentação que atesta que a sua construção como templo cristão, já durante o reinado de Afonso II, sendo doada no séc. XV à família Almeida, que a reconstruirá e transformará em Panteão. Os túmulos góticos e renascentistas que encerra, atestam da riqueza e importância, quer desta família, quer do território abrantino na época. Deixou de estar ao culto em, 1834 mas foi mantida com algum respeito, pelos militares que ocuparam o espaço intramuralhas até meados do século XX, tendo funcionado como Museu ainda em plena utilização do castelo como espaço aquartelado.

 
O interior da Igreja, luminoso e depurado, permite a fruição e contemplação dos elementos arquitetónicos originais na sua plenitude, destacando-se os túmulos parietais, o rico núcleo de azulejaria hispano-árabe e, as belíssimas pinturas a fresco de inícios do século XV.


Horário de funcionamento

De terça a domingo das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.

Encerra às segundas e nos feriados de dia 1 de Janeiro, 1º de Maio, dia de Natal.


Contatos

Câmara Municipal de Abrantes

Praça Raimundo Soares

2200 – 366 Abrantes

Telef.: 241 371 724

E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

GPS: 39.464443N / 8.195286W


Igreja de S. Vicente

Monumento Nacional de grande beleza e imponência pela sua fachada principal e pelo património integrado do seu interior de grande qualidade : dois painéis de azulejos com a nau S.Vicente; alguns retábulos seiscentistas; escultura sacra; alfaias litúrgicas de grande valor; um púlpito de base com cálice e varanda de balaústres simples.

Desconhece-se a data exata da sua construção mas a documentação atesta a sua existência já em 1224 e que, em 1227, haviam decorrido obras nos “ornamentos” e no “corpo da Igreja”. Deste período, não parecem restar testemunhos, a não ser a necrópole do chamado “Adro Velho de S. Vicente”, junto à atual casa paroquial e nos quintais que se encostam às casas da Rua Actor Taborda.

Esta Necrópole foi escavada entre 1995 e 1996 e trouxe à luz do dia cerca de sete dezenas de enterramentos em sepulturas que, na sua maioria, eram escavadas no xisto brando local. Muitas apresentavam a delimitação total do corpo – antropomórficas. A ocupação do espaço para cemitério, deu-se entre os séculos XII a XVI.

 
É polémica mas provável a hipótese de a primitiva Igreja se situar mais acima, tendo-se posteriormente cortado o monte para implantar a nova Igreja, maior, mais forte, já no século XVI. Assim se percebia que o adro actual da Igreja tenha apenas enterramentos posteriores à sua “remodelação”. A sua reconstrução, iniciada no reinado de D. Sebastião, teve a participação de grandes mestres que a transformaram neste belo exemplo da arquitetura maneirista.

O interior, possui três naves, tetos de abóboda de berço em caixotões na capela-mor e nas naves, nove altares e revestimento a azulejo padrão, azul e amarelo, do século XVIII. Realça-se, ainda no seu interior, o órgão barroco, bem como o conjunto do cadeiral e pinturas que o encimam. Saliente-se, igualmente o conjunto de pequenos bustos relicários que se encontra sobre o primeiro altar lateral, do lado da epístola. O órgão setecentista, talhado em madeira de castanho, data do século XVIII.

 

GPS: 39.464274N/ 8.198022W


Igreja de S. João Baptista

Monumento Nacional, a sua construção é confirmada anterior a 1176, data em que a documentação já refere este templo. È possível que na sua primeira forma, a Igreja não ultrapassasse o espaço da atual nave central, tendo sofrido remodelações nos séculos XIV e XVI. A sua fachada principal é maneirista.

 
O seu interior é constituído por três naves de teto revestido a painéis de madeira (à exceção do da capela-mor – pedra lavrada) e os retábulos policromos dos altares, também maneiristas, são obra da autoria do mestre Dionísio Rodrigues. No século XVIII, alguns desses retábulos foram substituídos por talha dourada.

 

GPS: 39.462232N / 8.196675W


Igreja da Misericórdia

Este monumento classificado imóvel de interesse público, assume especial importância pelo seu portal e pelas pinturas do seu interior, datadas do século XVI, atribuídas aos mestre de Abrantes e alusivas à vida de cristo. Destaca-se igualmente o facto de fazer conjunto com o antigo hospital Salvador, fundado em 1483 por D.Lopo de Almeida e do qual persiste o antigo claustro com a cisterna, parte do antigo celeiro, e a sala do Definitório.

 
Esta é constituída  por  peças de mobiliário setecentistas(Cadeiral dos Cónegos, o teto com caixotões de madeira e a mesa dos irmãos) e sete painéis de azulejos do século XVIII, que representam as Obras Corporais da Misericórdia. De menção, é também, o Pórtico lateral renascentista, datado de 15548, da autoria de Gaspar Dinis. Possibilidade de Visita Guiada através de marcação prévia com o posto de Turismo ou  a Santa casa da Misericórdia de Abrantes.

 

GPS: 39.461635N / 8.196922W


Antigo Convento S. Domingos

Imóvel de Interesse Público construído na zona alta da cidade, entre 1509 e 1517. Desempenhou funções militares desde 1798 a 1955, foi inclusive Hospital Militar entre 1810 e 1833. O convento foi extinto em 1834. Após obras de remodelação nos anos 90, passou a albergar a Biblioteca Municipal António Botto.

 
Da sua antiga construção arquitetónica resta apenas o claustro tardo-renascentista de dois andares, havendo ainda a destacar as colunas dóricas e alguns painéis de azulejos do século XVI, da autoria dos Mestres de Abrantes e de Sardoal.

 

GPS: 39.460786N / 8.197786W


Mourões

Conjunto de 16 pegões assentes numa plataforma, designados hoje como “Mourões”, que se localizam na margem sul do rio Tejo e que se acreditava terem pertencido a uma ponte onde passava uma via romana que seguia até Mérida. Contudo, hoje sabe-se que se trata de um conjunto de Pilares pertencentes a uma antiga ponte militar de barcas, construída entre 1809 e 1811 no local onde outrora o comércio fluvial reinava.

 
Estavam destinados a sustentar um dos vários ancoradouros que então permitiam a ligação entre margens por intermédio de barcos. Este pitoresco conjunto de pilares, do século XIX, está classificado como Imóvel de Interesse Público desde Junho 1970.

 

GPS: 39.448982N / 8.193333W


Capela de Sant’Ana

Sabemos que já existia em 17 de Junho de 1496. Por volta de 1743, foi alvo de obras, promovidas pelo Cónego da Sé da Guarda, para que aqui se pudesse dizer missa. Da capela, ressalta um belo painel de azulejos setecentistas, em azul e branco, que representam o episódio da “apresentação no Templo”.

 
Encontra-se encerrado ao público, funcionando como capela mortuária. Pode visitar-se, mediante contacto com o arciprestado de Abrantes.

 

GPS: 39.464066N / 8.20057W


Portal do Antigo Convento de Nossa Senhora da Esperança

O Convento foi construído entre 1576 e 1621. No início do século XIX, foi parcialmente destruído, devido às obras de fortificação da vila, tendo desaparecido o seu claustro. Com a extinção das Ordens Religiosas, foi aqui fundado o Teatro Nacional de Abrantes, mais tarde designado - Teatro Taborda.

 
No largo em frente encontra-se o busto deste grande ator nascido em Abrantes. Do antigo convento, classificado como Imóvel de Interesse Público restam alguns elementos interiores e o portal renascentista da fachada principal.

 

GPS: 39.464298N/8.199803W


Ermida de São Lourenço – Imóvel de Interesse Público

Localiza-se junto ao Parque Urbano de S. Lourenço. A primeira referência documental data de 1430. No entanto, a construção atual é do século XVI, tratando-se de uma ermida de evocação a São Lourenço. Por volta de 1569, foi transformada em hospital.

 
Conserva ainda o altar-mor revestido de azulejos mudéjares e no exterior um Pórtico em arco de volta perfeita com jambas coroadas de esferas com a Cruz de Malta inscrita. Encerrada. Possibilidade de visita ao seu interior, através do contacto com a Junta de freguesia de S. Vicente.

 

GPS: 39.468986N/8.215W


Neste sítio são utilizados cookies de forma a melhorar o desenpenho e a experiência do utilizador. Ao navegar no nosso sítio estará a concordar com a sua utilização. Para saber mais sobre cookies, consulte a nossa politica de privacidade.